Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

Novo blog

O novo endereço deste blog é: Achologia
publicado por Antonio Francisco às 18:27
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 15 de Março de 2007

Olhando a eternidade com os olhos de Deus

SEJA BEM-VINDO A ETERNIDADE

por Antonio Francisco

Introdução. Você foi feito para a eternidade. Deus pôs em nosso coração o anseio pela eternidade (Ec 3.11). A eternidade sem Deus é um lugar de tormento consciente (Lc 16.19-31). Mas podemos escolher a eternidade com Deus. Ela está a um passo desta vida (Lc 23.43). Nesta vida temos muitas opções, mas a eternidade só nos oferece duas: céu ou inferno. A ida para a eternidade requer um preparo no presente (Lc 12.13-21).

1) Encare a morte com realismo. Devemos lembrar sempre que esta vida é como a primeira página de um livro que será escrito na eternidade. É como se aqui fosse o período que passamos no ventre materno. Quando nascemos, entramos na eternidade. "Nós nascemos ontem e não sabemos nada. Nossos dias na terra não passam de uma sombra" (Jó 8.9). Por isso, "é melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério!" (Ec 7.2).

2) Viva olhando para a eternidade. Se devemos encarar a morte com realismo e o tempo de nossa vida é tão rápido, então é sabio viver à luz da eternidade. Isso influencia nossa vida familiar, nossos sentimentos, nossos bens, e tudo mais (1 Co 7.29-31). Nosso corpo é comparado a uma tenda frágil e temporária. Mas na eternidade receberemos e viveremos num edifício eterno (2 Co 5.1).

3) A eternidade muda seus valores. Tudo muda quando consideramos esta vida sob o prisma da eternidade. O que era lucro passa a ser considerado como perda, por causa de Cristo (Fp 3.7).

Conclusão: Devemos viver cada dia nos preparando para o último dia. E o único preparo seguro para a eternidade com Deus que nos livra do juízo, é confiar em Jesus como nosso Salvador, pois somente ele é o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vai ao Pai se não for por ele (Jo 5.24; 14.6). Não temos aqui nenhuma morada permanente, mas aguardamos a que virá (Hb 13.14). Quem tem essa esperança, procura viver em santidade (1 Jo 3.3). 
publicado por Antonio Francisco às 11:59
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Terça-feira, 13 de Março de 2007

Josué

INTRODUÇÃO AO LIVRO DE JOSUÉ

por Antonio Francisco

"Percorram o acampamento e ordenem ao povo que prepare as provisões. Daqui a três dias vocês atravessarão o Jordão neste ponto, para entrar e tomar posse da terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá". (Js 1.11).

a) O livro de Josué trata da entrada do povo de Israel na terra de Canaã;
b) O livro cobre um período de 24 anos de história (1451 - 1427 a.C.);
c) A autoria do livro é atribuída a Josué, com exceção dos últimos versículos;
d) Josué era da tribo de Efraim (Nm 13.8). Seu nome em grego era "Jesus";
e) Josué foi atendente pessoal de Moisés por 40 anos no deserto;
f) Subiu ao monte com Moisés e um dos doze espias (Êx 24.13; Nm 13.8-16);
g) Segundo Josefo tinha 85 anos quando sucedeu Moisés;

h) É um livro de ação impressionante: guerra, conquista e dominação;
i) Três fases do livro:
    * Entrada na terra (1-5);
    * O domínio da terra (6-12);
    * A ocupação da terra (13-24).
j) Canaã representa nossa posição e possessão em Cristo (Hb 4.3, 8-11).

1) CARACTERÍSTICAS DE CANAÃ

a) Canaã é um lugar de descanso. Deus prometeu estabelecer paz na nova terra, o povo se deitaria e ninguém o amedrontaria. Os animais selvagens desapareceriam e a guerra também (Lv 26.6). Em Canaã o povo encontrou grandes e boas cidades que não construíram, com casas cheias do melhor, sem que eles tivessem produzido nada; muita fartura e satisfação (Dt 6.10-11). Essa tranqüilidade reinou de uma ponta a outra do país (1 Rs 4.25).

Esse descanso experimentado pelo povo de Israel em Canaã, representa o descanso que temos hoje em Cristo. Ele convida todos os cansados e sobrecarregados e promete descanso para a alma (Mt 11.28-30).

b) Canaã é lugar de fartura. Deus prometeu tirar seu povo da escravidão do Egito e levá-lo para uma terra boa e vasta, onde manava leite e mel: a terra antes possuída por nações pagãs agora seria do povo de Deus (Êx 3.8). Segurança e grandes produções no campo caracterizava aquela terra (Dt 33.28; 11.10-12).

Em Cristo há plenitude de vida. Jesus veio ao mundo para nós dar vida plena (Jo 10.10), e Deus nos deu essa plenitude para ser desfrutada hoje pela fé (Cl 2.9-10). Há "fartura" de vida em Cristo Jesus.

c) Canaã é lugar de triunfo. Deus prometeu expulsar sete nações maiores e mais fortes que Israel (Dt 7.1). O triunfo é a marca da vida cristã. Em Cristo somos mais que vencedores (Rm 8.37). A Bíblia diz: "Graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo" (2 Co 2.14).

2) PARALELO ENTRE JOSUÉ E EFÉSIOS

Assim como o livro de Levítico no Antigo Testamento faz paralelo com o livro de Hebreus no Novo testamento, o livro de Josué (AT) faz paralelo com Efésios (NT). Existem cinco referências a "regiões celestiais" em Efésios. Podemos dizer com isso que, assim como Israel a "terra", a igreja conquista as "regiões celestiais".

a) Ambas são herança de um povo ecolhido. Deus prometeu sob juramento a terra a Israel para sempre (Gn 13.14-15; Êx 13.5). Deus também nos escolheu antes da criação do mundo e nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo (Ef 1.3-4).

b) Ambas têm um líder dado por Deus. Moisés começou e Josué continuou a liderar o povo de Deus (Dt 31.7; Js 1.6; 11.23). A incomparável grandeza do poder de Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos e o fez assentar-se à direta de Deus, nas regiões celestiais, acima de todo governo, autoridade e domínio. Tudo isso em favor da igreja (Ef 1.18-22).

c) Ambas devem ser recebidas pela fé. Moisés representava a Lei. Ele não introduziu o povo na terra. Isso coube a Josué (Js 1.1-2). Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais. Essa salvação é pela graça, por meio da fé (Ef 2.5-8).

d) Ambas revelam a glória de Deus. Todos os povos da terra tomaram conhecimento do poder de Deus em favor de Israel (Js 4.24; Dt 28.10; Is 11.11-12; Jr 23.5-8). Hoje, a multiforme sabedoria de Deus se torna conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais, através da igreja (Ef 3.8-10).

e) Ambas são lugares de batalha. Israel conquistou a terra lutando contra povos pagãos. A vida cristã também consiste de batalhas espirituais contra poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, precisamos nos vestir de toda a armadura de Deus (Ef 6.10-20).

A ENTRADA NA TERRA

Nesse estudo estamos dividindo o livro de Josué em três partes:
1º - A Entrada na terra (1-5).
2º - O Domínio da terra (6-12).
3º - A Ocupação da terra (13-24).

1) A MOBILIZAÇÃO DA FÉ (Cap. 1)

O livro de Josué mostra a transição entre a caminhada do povo de Deus no deserto e a conquista da Terra Prometida (Canaã).

a) Agora é a nossa vez. Deus fala para Josué: "Meu servo Moisés está morto. Agora, pois, você e todo este povo preparem-se para atravessar o rio Jordão e entrar na terra que eu estou para dar aos israelitas" (Js 1.2). Com a morte de Moisés, Josué deveria assumir a liderança do povo. Deus conta com os vivos, não com os que já morreram (Dt 5.1-3). O que recebemos dos primitivos irmãos na fé, devemos vivenciar e passar adiante (2 Tm 2.2).

b) Devemos ser fortes e corajosos. Grande era o desafio, Josué precisava ser forte e corajoso (Js 1.6). Nós também precisamos ser fortes e corajosos na conquista da vida cristã.

c) A obediência faz toda a diferença. Se Josué tivesse o cuidado de obedecer a Palavra de Deus sem se desviar, seria bem-sucedido por onde quer que andasse, pois Deus prometeu estar com ele (Js 1.7-9). Se Deus prometeu devemos confiar (Hb 13.5-6).

d) A liderança deve tomar a iniciativa. Os líderes deveriam mobilizar o povo para a travessia do rio (Js 1.10-11). Hoje também são os líderes que devem tomar a iniciativa para envolverem as pessoas nas mudanças da vida cristã. Se os líderes não agirem, não podemos esperar que o povo tome a frente. Como disse Rick Warren: "Se você quiser medir a temperatura de uma igreja, coloque o termômetro na boca dos líderes".

e) Devemos trabalhar juntos pela obra. Duas tribos e meia ficariam do lado de cá do Jordão, mas os homens de guerra deveriam deixar suas famílias e bens e atravessarem o rio para apoiarem seus irmãos (Js 1.10-14). Isso ilustra o apoio mútuo entre nós hoje. Como membros do corpo de Cristo (a igreja), devemos ter igual cuidado uns pelos outros (1 Co 12.25).

f) A importância do apoio ao líder. Os líderes e o povo prometeram apoio irrestrito a Josué (Js 1.16-18). Hoje vivemos uma crise de liderança. A Bíblia diz que devemos obedecer aos líderes, facilitando seu trabalho e aceitando a natureza de seu ministério que é cuidar de nós (Hb 13.17).

2) A PRUDÊNCIA DA FÉ (Cap. 2)

É muito interessante observar a ordem dos acontecimentos nesse livro de Josué. Depois do encorajamento de Deus, dos líderes e do povo no capítulo anterior, Josué dá o próximo passo com uma atitude de evidente maturidade.

a) A cautela não contradiz a fé. Mesmo contando com a presença de Deus, Josué enviou secretamente dois espias para examinar a terra (Js 2.1). A Bíblia diz que "todo homem prudente age com base no conhecimento, ele vê bem onde pisa; ao perceber o perigo ele busca refúgio (Pv 13.16; 14.15; 22.3).

b) Devemos aliar fé e ação. Raabe escondeu os espias porque acreditava que eles vinham da parte de Deus. A fé e a ação de Raabe e dos espias mostrou cautela nos detalhes (Js 2.4, 9-12, 17, 18, 21). Raabe aparece no Novo Testamento como um exemplo de fé (Hb 11.31; Tg 2.24-25).

3) A TRAVESSIA DA FÉ (Cap. 3)

a) A importância de levantar bem cedo. Josué e o povo levantaram-se bem cedo e partiram para a conquista (v. 1). Não existe uma hora sagrada para ter comunhão com Deus, mas na Bíblia e na história da igreja é comum homens e mulheres de Deus levantarem-se cedo para cultivarem a relação com Deus. O salmista disse: "De manhã ouves, Senhor, o meu clamor; de manhã de apresento a minha oração e aguardo com esperança" (Sl 5.3).

b) Seguir adiante sob a orientação divina. A arca simbolizava o trono do Senhor. O povo deveria seguir a arca, pois dessa forma estava seguindo a direção de Deus em direção a conquista (v. 3). Se o Senhor vai adiante de nossa caminhada, podemos atravessar qualquer obstáculo, até mesmo um rio transbordante pode se abrir em nosso favor.

c) Devemos conservar a reverência. O povo devia manter uma distância de quase um quilômetro da arca. Era um sinal de reverência. Hoje a reverência a Deus anda em baixa. A Bíblia diz que devemos viver a vida cristã com temor e tremor (Fp 2.12). Isso não significa terror, mas reverência, respeito e compromisso com Deus. Nós participamos de um reino inabalável, por isso, devemos ser agradecidos, servindo a Deus de modo aceitável, com reverência e temor, pois o nosso Deus é fogo consumidor (Hb 12.28-29). 

d) Santificação é indispensável. "Josué ordenou ao povo: Santifiquem-se, pois amanhã o Senhor fará maravilhas entre vocês" (v. 5). O pecado nos separa de Deus e nos impede de experimentar suas bênçãos. A Bíblia diz que "o Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança" (Sl 25.14). Somente uma vida de sacrifício vivo nos capacita a experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1-2). Onde há santificação há maravilhas de Deus.

publicado por Antonio Francisco às 18:43
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 10 de Março de 2007

A certeza da caminhada

por Antonio Francisco
Lucas 9.51-56

Introdução. A falta de convicção parece-me ser uma das maiores marcas de nossa sociedade. As pessoas não sabem bem o que querem. Por isso mudam de profissão, de universidade, de casamento, de endereço, de igreja, e de quase tudo. Vivemos a era do discartável.

1. Conheça o tempo de Deus para sua vida. O tempo de Jesus ir para o céu estava se aproximando (Lc 9.51). Há um tempo de Deus para nós. A Bíblia diz que "para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu" (Ec 3.1). Precisamos conhecer o tempo de Deus para cada etapa de nossa vida. Nisto consiste a maturidade cristã. As coisas que vêm do Espírito de Deus são discernidas espiritualmente, e a pessoa espiritual discerne todas as coisas, tanto o bem quanto o mal, porque tem a mente de Cristo (1 Co 2.14-16; Hb 5.13-14).

2. Resolva fazer a vontade de Deus. Quando chegou o tempo de sua morte, "Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém" (Lc 9.51). Literalmente, firmou o rosto para ir para Jerusalém. Ele decidiu fazer a vontade de Deus (Hb 10.7). Jesus não morreu como vítima ou como inválido. Ele deu espontaneamente sua vida por nós (Jo 10.14-18). Nós devemos querer fazer a vontade de Deus e seguir a Jesus (Lc 9.23). A vontade de Deus é sempre boa para nós, mas nossa natureza pecaminosa nunca quer submeter-se a ela. Precisamos decidir, antes que sentir, fazer a vontade de Deus conforme nos revela a Bíblia.

3. Procure aliados. Indo para Jerusalém, Jesus enviou pessoas à sua frente para fazerem os preparativos para sua hospedagem (Lc 9.52). Acho interessante o fato de Jesus se cercar de pessoas que o auxiliassem. Mesmo sendo Deus e Homem perfeito, ele contou com aliados. Como isso nos ensina a evitar a auto-suficiência de querer dispensar ajuda quando poderíamos avançar bem mais em equipe do que sozinhos. É um absurdo andar sozinho (Ec 4.7-8). Quem assim procede mostra um espírito egoísta e evidencia insensatez (Pv 18.1).

4. Esteja preparado para as contrariedades. Ao procurarem hospedagem para Jesus, os discípulos entraram num povoado samaritano (inimigos históricos dos judeus). O povo dali não o recebeu. Alguns discípulos ficaram tão indignados com aquela recepção que pediram permissão a Jesus para orarem pedindo fogo do céu que destruisse aquela gente (Lc. 9.53-54). Como em tantas outras situações, Jesus enfrentou muitas oposições, mas sempre soube como agir. As circunstâncias são como um colchão. Se ficarmos sobre ele estamos bem, mas se ele ficar sobre nós, ficamos sufocados. Devemos ser capazes de administrar as contrariedades e não ser dominados por elas.

5. Mantenha o foco no alvo. Jesus repreendeu os discípulos que propuseram algo bem contrário à natureza de sua missão, pois ele veio para salvar as pessoas e não destrui-las. Sairam dali e foram adiante (Lc 9.55-56). Jesus tinha certeza de sua caminhada. Ele não perdeu o foco. Está escrito que "ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus" (Hb 12.2). Uma vez descoberto o rumo da caminhada que Deus traçou para cada um de nós, não podemos perder o foco no alvo, nos deixando destrair por nada.

Conclusão. Deus planejou uma caminhada para cada um de nós. Devemos discernir o tempo de Deus para cada passo dessa jornada, preferindo sempre a vontade de Deus por todo o percurso, buscando parceria de pessoas que nos ajudem, sabendo que nem tudo serão flores pelo caminho, mas não perdendo o alvo por nada que queira nos distrair. Para avançar, precisamos ter certeza na caminhada e conhecer o destino de para onde vamos.

publicado por Antonio Francisco às 15:47
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 6 de Março de 2007

O privilégio de ser igreja

por Antonio Francisco
1 Pedro 2.1-10

Introdução

Alguém já comparou a igreja com a Arca de Noé. Se não fosse pelo dilúvio destruidor lá fora, ninguém aguentaria ficar dentro dela. Às vezes a igreja é como uma dor de cabeça. Ninguém quer dor de cabeça, mas também não podemos ficar sem a cabeça.

Falo dessa forma porque a igreja tem problemas, é bem verdade, ela é formada de pecadores. Aliás, só vem para a igreja os piores. Ninguém vem para Jesus se não reconhecer ser um pecador perdido em seus pecados e digno da perdição eterna. Mas, a igreja é maravilhosa, é a melhor comunidade pra se viver no mundo e é a única que perdurará por toda a eternidade.

O apóstolo Pedro escreveu aos cristãos dispersos para animá-los diante da perseguição imperial que campeava naqueles dias contra a igreja. Entre outras coisas ele lembra aos irmãos o privilégio de sermos igreja:

1. A igreja deve ser purificada. É bem verdade que a igreja já é purificada, pelo sangue de Jesus em obediência a verdade (1 Jo 1.7; 1 Pe 1.22). Os regenerados pela Palavra de Deus (1 Pe 1.23) são membros da igreja e têm uma nova vida, mas isso não significa que somos perfeitos. Não deveríamos pecar, mas pecamos (1 Jo 2.1), e por isso devemos nos livrar de toda maldade e de todo engano, fingimentos, inveja e toda espécie de críticas injustas (1 Pe 2.1).

2. A igreja deve crescer com entusiasmo. A Bíblia diz que como crianças recém-nascidas, devemos desejar de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçamos para a salvação (1 Pe 2.2). A vida cristã é crescente. Os teólogos usam três expressões para falarem de três tempos da salvação: regeneração, o que nos aconteceu no dia em que recebemos a Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas. Esse é um ato passado, consumado e único; a segunda palavra é santificação, que é a parte que vivemos no presente; e, a glorificação que trata da vida na eternidade, quando estaremos completamente longe do pecado. Devemos crescer com o entusiasmo de uma criança que deseja o leite materno. A palavra entusiamo é formada de duas outras palavras: "en" e teos" que querem dizer: Deus em você. Eu lhe pergunto: Você está entusiasmado com sua vida cristã, agora que já provou que o Senhor é bom? (1 Pe 2.3).

3. A igreja deve ser edificada. Devemos nos aproximar de Jesus. Ele é chamado de pedra viva (1 Pe 2.4). Foi rejeitado pelos homens, mas é precioso para Deus. Nós também somos chamados de pedras vivas, utilizados por Deus para a edificação de uma casa espiritual que é a igreja, onde somos sacerdotes, oferecendo sacrifícios espirituais a Deus por meio de Jesus (1 Pe 2.4-8). Devemos nos empenhar em crescer para a maturidade cristã.

4. A igreja deve assumir sua identidade. Precisamos voltar às origens e assumirmos o que somos como igreja, caso contrário, Deus poderá levantar um outro reformador como fez com Martinho Lutero no Séc. XVI. Nos interessamos muito em fazer para Deus, mas antes de tudo devemos reconhecer nossa identidade de igreja. A Bíblia diz que somos uma geração eleita, todos que fazem parte da igreja foram escolhidos mediante a vontade soberana de Deus e por sua graça maravilhosa. Não fomos nós que escolhemos a Deus, mas ele que nos escolheu. Devemos exercer nosso sacerdócio e viver em santidade, pois somos o povo exclusivo de Deus. Só assim poderemos anunciar as grandezas do Deus que nos chamou das trevas do pecado para sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9).  

Conclusão: Antes, nem sequer éramos povo, mas agora somos povo de Deus; não sabíamos o que era bondade em nosso favor, mas agora temos recebido misericórdia da parte de Deus (1 Pe 2.10).

Deus nos ajude, e que possamos nos entusiasmar pelo privilégio de sermos Igreja de Jesus, povo de Deus. Tiremos os olhos dos maus, não tenhamos inveja de quem "vai bem" sem Deus. Nosso bem maior é Deus, aqui e no céu (Sl 73).

Obs: Essa mensagem foi pregada por ocasião do 24º aniversário da Igreja Congregacional de Cuiabá em 3 de março de 2007.
publicado por Antonio Francisco às 18:35
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Domingo, 21 de Janeiro de 2007

A corrida cristã

I - O QUE NOS IMPEDE DE CORRER?
 
por Antonio Francisco
 
Introdução: Como um atleta que se prepara adequadamente para obter um bom desempenho numa corrida, devemos nos livrar de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, para podermos correr com perseverança a corrida que Deus determinou para nós (Hb 12.1).
 
1. A falta de um treinamento rigoroso. Para obter uma coroa de flores, os atletas antigos enfrentavam um treinamento rigoroso. Mas a nossa coroa é eterna, o que justifica termos alvos espirituais e não viver a vida cristã sem metas como quem fica esmurrando o ar (1 Co 9.24-27). Nenhum gênio descartou a persistência. Thomas Edison apareceu com a lâmpada incandescente depois de mil e duzentas experiências. Não experimentaremos santidade sem suor. Devemos nos exercitar na piedade. Nosso exercício deve ser na piedade, porque o exercício físico tem pouco proveito, mas o exercício espiritual é válido para tudo nesta vida e produzirá vantagens para nós na eternidade (1 Tm 4.7-8). A palavra “exercício” vem de gumnos, que significa “despido”. Desse termo vem a palavra ginásio. Os atletas competiam sem roupa para não terem embaraços. Se queremos correr bem a corrida cristã, precisamos suar e nos despir de todo impedimento e nos exercitarmos rigorosamente nas disciplinas cristãs.
 
2. A distração com as coisas desta vida. Muitos começam bem a vida cristã, mas com o tempo são impedidos de avançar porque deixam de obedecer à verdade da Palavra de Deus (Gl 5.7). “Quem se entrega aos prazeres passará necessidade”. Muitos são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida (Pv 21.17; Lc 8.14). O grande deus de nossa sociedade é o “entretenimento”. As pessoas vivem em função dos prazeres deste mundo. Mas, se alguém amar este mundo, não pode amar a Deus, e se torna inimigo de Deus (1 Jo 2.15; Tg 4.4). Ao lado da pista de nossa corrida estão duas distrações que muitas vezes nos atrapalham de desenvolvermos melhor a nossa corrida, a televisão e a internet. Se não nos disciplinarmos devidamente, desanimamos na vida cristã.
 
3. A cumplicidade com o que é mal. Devemos odiar o mal e amar o bem (Am 5.15). Mas será que é isso que tem acontecido com aqueles que dizem amar a Jesus? Certamente que não. Estamos usufruindo daquilo que é mal e por isso não conseguimos correr devidamente a boa corrida cristã. Devemos nos afastar de toda forma de mal (1 Ts 5.22). Mas ao invés disso, estamos argumentando em favor de coisas contrárias à Palavra de Deus em nome da pós-modernidade. Deus não muda, o seu fundamento permanece seladamente inabalável com a inscrição de que, todo aquele que confessa ser de Jesus, deve afastar-se do mal (2 Tm 2.19). Sejamos determinados em não nos deixarmos corromper por este mundo, pois Deus nos deu suas grandiosas e preciosas promessas, para que por meio delas sejamos unidos com ele e fujamos da corrupção que há no mundo (Tg 1.27; 1 Pe 1.4). Rompamos com tudo o que é mal, se queremos correr bem para Deus.

4. O mau uso do tempo.
Tempo é vida, pois vivemos no tempo. Ele é precioso, e se for perdido, jamais poderá ser recuperado. Vamos ter cuidado com a maneira como vivemos; sejamos sábios e não insensatos, aproveitando ao máximo cada oportunidade para compreender a vontade do Senhor, porque os dias que vivemos são maus (Ef 5.15-17). Costumamos contar e comemorar os nossos anos, mas precisamos orar para que Deus nos ensine a contar os nossos dias, para que assim, alcancemos sabedoria (Sl 90.12). Ninguém concordaria em perder uma hora de sua vida por dia, pois depois de algum tempo, já teria perdido muitos dias e morreriam bem mais cedo. Mas é o que fazemos constantemente, estamos perdendo o tempo com a ociosidade e futilidades e não conseguimos correr para bem.

5. A falta de prazer em Deus.
É lamentável que estejamos nos deliciando com os prazeres transitórios desta vida, quando deveríamos estar nos deleitando em Deus e gozando de sua boa vontade em satisfazer desejos e propósitos santos em sua presença (Sl 37.4). Devemos pedir e buscar viver na presença de Deus todos os dias de nossa vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação (Sl 27.4). Qual de nós pode dizer de fato que prefere um dia na casa de Deus do que mil em outro lugar qualquer? (Sl 84.10). Se não amarmos a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento e de todas as nossas forças (Mc 12.30), não poderemos jamais fazer uma corrida pra valer. Vamos nos voltar para Deus e ele certamente se voltará para nós (Tg 4.8).

Portanto, livremo-nos de toda impureza moral e da maldade que prevalece, e aceitemos humildemente esta Palavra de Deus, pois ela é poderosa para nos salvar. Comecemos a nos exercitar nas disciplinas cristãs, rompendo com os prazeres deste mundo, rejeitando tudo o que é mal, aproveitando melhor o nosso tempo e vivendo acima de tudo para a glória de Deus (Tg 1.21; 1 Co 10.31).

II – A LUTA PELA CORRIDA
 
Nossa natureza pecaminosa faz de tudo para nos impedir de fazer a corrida de Deus. Ela impõe pesos de dificuldades várias para que desanimemos e desistamos de continuar na pista cristã. Urge que sejamos determinados em lutar contra tudo que queira nos impedir de avançarmos.
 
1.     Lute ao extremo para fazer uma boa corrida. Devemos sempre lembrar que a nossa luta não é contra as pessoas, mas contra o pecado, o nosso pecado. Ele é o grande inimigo que precisamos vencer. Cabe lutar ao extremo para conseguir fazer uma boa corrida. Muitos têm derramado o próprio sangue para não abrirem mão do propósito de agradar ao Senhor (Hb 12.4). Precisamos nos amputar de fazer qualquer coisa que nos atrapalhe, deixar de ir a qualquer local que nos distraia, e deixar de olhar para aquilo que nos distrai de manter os olhos fixos no Autor e consumador de nossa fé – Jesus (Mc 9.43-48; Hb 12.2).
 
2.     Purifique-se para ser um vaso de honra. Numa grande casa existem vasos de valor como ouro e prata, mas também existem os vasos mais simples como os de madeira e barro. Alguns desses vasos têm fins honrosos, e outros são usados para fins desonrosos. Se alguém se purificar do pecado, como palavras inúteis, heresias, desejos carnais e brigas, por exemplo, será usado por Deus como um vaso de honra, santificado e útil para o Senhor e estará preparado para toda boa obra (2 Tm 2.14-26). Se os vasos pensassem e pudessem fazer escolhas, certamente que nenhum gostaria de ser vaso de lixo, mas vasos de honra, bem lustrados e destacados na sala de visitas de uma grande mansão. Vamos nos empenhar por uma vida pura, pois assim procedendo, seremos instrumentos poderosos nas mãos de Deus.
 
3.     Lute contra o egoísmo. Vivemos dias terríveis causados pelo próprio homem. Muitos males marcam nosso tempo, e um deles é o egoísmo. Preferimos bem mais a nossa vontade que vontade de Deus (2 Tm 3.1, 2, 4). Se alguém quer seguir a Jesus e correr bem a corrida cristã, deve negar-se a si mesmo, carregar cada dia a sua cruz e segui-lo (Lc 9.23). Quantos podem dizer de fato: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2.20). Jesus morreu e ressuscitou para que não vivamos mais para nós mesmos, mas para ele (2 Co 5.15). Nosso grande inimigo na corrida somos nós mesmos. Vamos lutar contra o egoísmo e fazer a vontade de Deus.
 
4.     Aprenda a odiar o mal. No ponto anterior comentei que a cumplicidade com o mal nos impede na corrida cristã. Aqui, quero dar mais ênfase a isso dizendo que não apenas devemos evitar a complacência diante do mal, mas devemos odiar tudo o que é mal. Quanto mais tememos a Deus, mais odiamos o mal, que se manifesta no orgulho, na arrogância, no mau comportamento e no falar perverso (Pv 8.13), além de uma infinidade de outros modos. Hoje em dia o relativismo tem dominado todos os setores de nossa sociedade. Raramente alguém toma posição contra o erro, pois o erro agora depende da cosmovisão de cada um. Não podemos aderir a isso. Devemos chamar de mal o que Deus chama de mal e chamar de bem o que Deus chama bem. Há um preço por isso, mas essa é a nossa corrida.
 
5. Filtre tudo para Deus. Uma demonstração de maturidade cristã é saber discernir o que agrada a Deus. Ao invés de participar das obras infrutíferas das trevas, devemos é expor sua sujeira (Ef 5.10-11).Somente quem tem o Espírito de Deus é que sabe o que agrada a Deus, pois elas são discernidas espiritualmente. Mesmo que ninguém nos entenda ou concorde com nossas posições, devemos escolher a vontade do Senhor. Isso nos é possível com certeza, pois temos a mente de Cristo (1 Co 2.14-16).
publicado por Antonio Francisco às 01:20
link do post | comentar | favorito
|

.Meu blog principal

Achologia

.Pesquisar neste blog

.Links

.Tags

. luta(2)

. aliados(1)

. alvo(1)

. batalha(1)

. conquista(1)

. contrariedades(1)

. corrida(1)

. crescimento(1)

. cristã(1)

. edificação(1)

. entusiasmo(1)

. eternidade(1)

. (1)

. foco(1)

. herança(1)

. igreja(1)

. impedimento(1)

. josué(1)

. maturidade(1)

. morte(1)

. todas as tags

.Arquivos

. Maio 2007

. Março 2007

. Janeiro 2007

Counter

Fev de 2007
blogs SAPO